POLÍTICA

POR QUE A ESQUERDA CRESCE?

Neusa Leoncini

A ambição da maioria humanitária, sempre foi a Poder e Riqueza.
O macaco mais forte vencia o mais fraco levado pelo próprio gens
do tacape.
Séculos avante as guerras, as invasões comandadas pelos mais espertos criavam nações comandadas por reis, que usurpavam pela força e armas, os vencidos perdedores e se transformavam nos ricos Senhores do mundo.
As classes se revezavam nesta ciranda histórica, em que cada grupo diminuto submetia à escravidão os fracos.
Com o advento da Política , suas divisões partidárias a democracia aparece como algo justo, admissível e civilizatória – a oportunidade para todos.
Mas essa ficou muito longe de ser alcançada A riqueza se concentra hoje em 3% da humanidade A maioria dela veio do crime como dizia Proudhon – “debaixo de toda fortuna tem um roubo”.
Além deste aspecto repulsivo, nascimentos com DNAS extraordinários, talentos artísticos, esportivos, ou uma capacidade inexplicável criadora de descobertas inusitadas sempre foram e serão imãs atrativos para formatação de imensas fortunas.
Aos incapacitados, perdedores da sorte restou a Política com suas infindáveis siglas altruístas de fachada.
Entre elas, Marx criou a Mais Valia, o que daria ao trabalhador comum o paraíso igualitário. Já que era impossível estabelecer o crime da apropriação, ou ventura universal, que o desfrute da boa vida não fizesse distinções entre o proletariado e o patrão Estado no comando.
Falhou por razões óbvias – os homens não são iguais, muito menos seus destinos.
A nova Esquerda viu no Estado, uma maneira do enriquecimento através de um grupo no comando. Beneficiou agentes de elite com benesses bem mais altas dos que atuavam na burguesia privada e reservou para seus comandantes o império e esbanjamento dos reis antigos.
Mais uma vez nao deu certo. Para a construção desta pirâmide – mesmo apresentando como pano de fundo o “Social” palatável, usando a miséria dos milhares – o Sistema não conseguia mais arrancar dos impostos a manutenção dos palácios.
Na outra ponta, surgiram as parcerias espúrias, com aqueles também desejosos das melhores regalias universais e criou-se um caldo de corrupção invencível,pantagruélico.
Nesta guerra de gladiadores, focos de rebeldia selvagem se espalham pelo mundo inteiro.
Apesar dos anos civilizatórios, o mundo amarga a primazia dos 3%, que jamais abrirão mãos dos seus privilégios.
Aos pobres, restou – a duras penas – alcançar o status da chamada média, que tem sérias recaídas dependendo da boca gigantesca do Sistema.
Em resumo – o mundo está longe de ser uma democracia autêntica – a tal sonhada oportunidade para todos.
No Brasil, ela começa a engatinhar, pelo menos tampando as torneiras da corrupção selvagem e tentando afastar o país dos instintos primários da sublevação monetarista.
Tenta dar um nocaute na Esquerda, que como já afirmou Proudhon – “de todas as pretensões inteligentes e retrógadas o partido Comunista é o que mais acaricia a ditadura do Estado”