ARTE

FLÁVIO DE CARVALHO

Palestra

 

Visando marcar os 120 anos do nascimento do multiartista, o engenheiro-arquiteto Flávio de Carvalho, o Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) desenvolve programação especial na próxima sexta-feira, dia 16/08, às 19h30, na sede da entidade localizada na rua Bernardino de Campos, 989, tel. 3231-2567. Estão previstas a palestra do Prof. Antônio Stopiglia, estudioso da obra de Flávio de Carvalho; mostra da maquete da casa modernista, construída em Valinhos, no bairro Capuava, e as réplicas dos trajes “new look” de verão, concebidas pelo artista, e a participação de grupo valinhense de teatro com a peça baseada na obra “Bailado do Deus Morto”, dirigido por Alex Kiton.

Flávio de Carvalho nasceu em Amparo de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, em 1899 e faleceu em Valinhos, SP, em 1973. Arquiteto, engenheiro, pintor, escultor, dramaturgo, cenógrafo, escritor, decorador e performer (antes de ser cunhado esse conceito), Flávio foi animador cultural com presença na vida paulistana desde fins dos anos 1920.

O palestrante, Antônio Stopiglia, reuniu através de pesquisa e convivência pessoal com Flávio de Carvalho, informações que serão compartilhadas neste evento. Stopiglia é ex-secretário de Cultura de Valinhos, professor de filosofia graduado na PUC Campinas, artista lírico e animador cultural, tendo produzido espetáculos sobre a “Paixão de Cristo” em diversas cidades de nossa região metropolitana.

De acordo com Vanessa S. Machado, em tese do IC/FAPESP, ao falar sobre Flávio de Carvalho afirma que “sua pintura, desenho e escultura de maior qualidade estão permeadas pelas propostas surrealistas e expressionistas, que ganham vida no que ele próprio chamou de “linhas de força psicológicas”. Mas enquanto artista pleno que era, passou praticamente por todas as vanguardas (arquitetura futurista, teatro dadaísta…) e ainda antecipou outras formas de expressão, como por exemplo suas performances – as Experiências. Assumidamente inspirado em Nietzche e Freud, visava à evolução do homem, que só aconteceria após a superação dos valores ocidentais, morais e religiosos. Seus estudos transdisciplinares ignoravam a lógica da fragmentação dos saberes. A sociedade de seu tempo não conseguiu entender a proposta e decodificou o fenômeno da genialidade como loucura”. E conclui – “Um dos titãs da nossa Modernidade, foi também uma ponte para as práticas libertárias da arte brasileira na década de 50. Morreu em 1973. “Fica-nos para sempre mais um gigante. Flávio Leonardo Cocteau Schoffer Apolinaire Quant de Carvalho -tataraneto pré-hippie da Rainha Santa”.

Esta palestra integra o projeto “Cultura no Centro”, sendo parte do programa “Cultura Viva”, do Ministério da Cidadania e da Secretaria de Cultura de Campinas.

Entrada franca.