BENEMERÊNCIA

Estou aqui, hoje, para compartilhar a história e o cotidiano de uma organização social do município de Estreito, no Sul do Maranhão. Espero que você goste

Fundada há 11 anos, a partir de uma tragédia que marcou a cidade, a instituição tornou-se um amparo para centenas de crianças, adolescentes e suas famílias que foram afetados pela pandemia.
Em 2010, às vésperas do seu aniversário, Khaledy Morais ganhou uma moto de seu pai, porém, não teve muito tempo para aproveitar o presente. Faleceu dias depois em um acidente com o veículo. Como forma de homenagear o filho, Cícero Morais criou a fundação nomeada Khaledy Henrique Nunes Morais com o objetivo de atender as crianças e os adolescentes do município.
Fundação Kahaledy Henrique
A cidade possui cerca de 42 mil habitantes que vivem, sobretudo, da pesca e de pequenos comércios. Muitas famílias carecem de recursos básicos para sobreviver.

A Fundação Khaledy Henrique Nunes Morais atende 300 crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, que sofreram algum tipo de violação. Oferece aulas de reforço escolar, informática e violão, além de atividades esportivas e um coral. As crianças menores têm à disposição uma brinquedoteca. Entretanto, para serem atendidos pela organização, é obrigatório que todos estejam matriculados na escola. As famílias também recebem, sempre que necessário, atendimentos de psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais que atuam na organização.

Cestas
A instituição foi uma entre as sete contempladas com doações de cestas básicas, realizadas de fevereiro a abril. Ao todo, 230 famílias em situação de vulnerabilidade social foram beneficiadas.
Alciane Candini, coordenadora geral da fundação, conta que a instituição é muito procurada na região: “Não conseguimos atender a todos. Muitas famílias estão em situação de extrema pobreza, sem comida e sem meio de subsistência”, relata.

As aulas foram suspensas, mas os professores continuaram com as atividades remotas, com muita dificuldade, tendo em vista que boa parte dos alunos não tem acesso à internet.

“O prejuízo na aprendizagem só não é maior porque temos as atividades em formato impresso para as famílias retirarem conosco. Eles têm um período maior para fazê-las e, assim, não prejudicam as aulas da escola normal”, ressalta Alciane.

Com a pandemia, o suporte às famílias tem sido diferente, pois a situação se agravou consideravelmente, revela a coordenadora: “A paralisação das atividades comerciais afetou as famílias que já viviam com dificuldades, mas o nosso trabalho continuou. Continuamos acompanhando elas e visitando as casas para ver como estão as crianças e os adolescentes”, explica.

Acompanhados também pela escola, as meninas e os meninos são avaliados pelo desempenho escolar, frequência e como se comportam.

“Quando a escola relata alguma mudança de comportamento da criança, entramos em contato com a família e é realizado acompanhamento por parte dos nossos psicólogos”, conta Alciane.

As cestas básicas foram entregues presencialmente às famílias das crianças e dos adolescentes, que retiraram os itens na organização. Porém, algumas moram em locais distantes e, nesses casos, as entregas foram realizadas diretamente em suas casas.
Cestas
Alciane se emociona quando fala sobre o momento da entrega das cestas para as famílias: “Não há palavras para agradecer a ajuda da Fundação Abrinq. Recebemos pais e mães que falavam que a doação chegou na hora certa. Muitos não tinham nada em casa para dar de comer aos filhos. É uma situação muito difícil para um pai que tem a sua família e não tem nada para oferecer a ela. Eles diziam para nós que se não fossem os alimentos desta cesta, os filhos não teriam o que comer”, finaliza.

Esta história ressalta o quanto a solidariedade tem feito a diferença para muitas pessoas durante a pandemia. Espero que você tenha se emocionado com o relato da organização. Por aqui, nós nos emocionamos todos os dias ao ver a diferença do nosso trabalho na vida dessas famílias.

Se cuide e até o próximo e-mail!

Um abraço,

 Juliana
Juliana Mamona
Fundação Abrinq
Fundação Abrinq
Rua Araguari, 835 – 7º Andar
Vila Uberabinha – 04514-041 – São Paulo (SP)