POLÍTICA

A SUPREMA VERGONHA DA TOGA

CRUSOE DELAÇÃO QUE MIRA OS TRIBUNAIS DE BRASÍLIA
Se você também acha que é hora de as investigações da Lava Jato avançarem definitivamente sobre os tribunais, não pode deixar de ler todos os detalhes desta reportagem exclusiva

Caro leitor,

Sobre Sérgio Cabral, não restam mais dúvidas.

Condenado a mais de 200 anos de prisão, o ex-governador já confessou ter participado do desvio de milhões e milhões de reais. Ele teve de devolver centenas de milhões em dinheiro, imóveis e joias (ninguém vai bater palmas para a Lava Jato?).

Mas você não pode, de maneira alguma, perder o interesse pelo personagem.

Porque, em delação premiada homologada no STF, Cabral começou a contar quem teriam sido seus colaboradores no mundo do crime.

O repórter Fábio Serapião, da Crusoé, teve acesso com exclusividade ao conteúdo da delação, que narra o envolvimento de ministros do STJ e do TCU nas falcatruas:

Cabral deu nomes. Revelou qual era, segundo ele, o mecanismo de operação e quais os valores envolvidos – sempre muitos milhões.

Leia um trecho da reportagem:

A partir de sua parceria com outro alvo da Lava Jato, o ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz, Cabral lança suspeitas sobre negócios escusos na cúpula do Poder Judiciário e enreda dois ministros do Superior Tribunal de Justiça – Napoleão Nunes Maia e Humberto Martins – nos esquemas de corrupção de que participou. Também constam dos anexos os nomes de ministros do Tribunal de Contas da União. Os casos passam pela contratação de escritórios, alguns de filhos de ministros, em troca da obtenção de decisões favoráveis em Brasília…

No TCU, os ministros citados por Cabral são Aroldo Cedraz, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.

Confira outro trecho da reportagem exclusiva:

Sérgio Cabral afirma que os repasses milionários da Fecomércio ao escritório de Tiago Cedraz eram uma forma de garantir o apoio de seu pai, Aroldo, nos processos que corriam no tribunal… Sérgio Cabral também afirma em seu acordo de colaboração ter mantido reuniões com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União. Os encontros teriam sido registrados em agendas do político e, segundo ele, igualmente estão relacionados ao esforço para ajudar Orlando Diniz na disputa pelo comando da milionária Fecomércio. O ex-governador afirma que Bruno Dantas e outro ministro, Vital do Rêgo, passaram a receber pagamentos mensais de Diniz para “proteger” a entidade nos processos em curso na corte…

Se você também acha que é hora de as investigações da Lava Jato avançarem definitivamente sobre os tribunais, não pode deixar de ler todos os detalhes desta reportagem exclusiva.